sábado, 15 de dezembro de 2018

Na madrugada - Reynaldo Bessa

O texto a seguir foi extraído de música inédita que meu amigo Reynaldo Bessa interpretava em seus shows nos anos 1990:

NA MADRUGADA
(Reynaldo Bessa)

Não diga nada 
eu vim aqui te procurar
rasgar meu orgulho
me resignar

Quero seu nome
levar você pra outro lugar
dizer coisas belas
te namorar

Na madrugada
minhas lágrimas
a chuva lavou
levou meu sorriso
meu grito ecoou

Na madrugada
Minhas lágrimas 
a chuva levou 
lavou meus sentidos
meu grito ecoou

Nos quatro cantos do seu mundo
meu canto vagabundo
pensou e repensou
minhas palavras ferem o aço
do orgulho me desfaço
quero de volta o seu amor




sábado, 10 de março de 2018

De dia amantes


Como luz na escuridão

Dias nas minhas noites

A qualquer momento, meu sol de verão

De Madison, as pontes



Feito estrela na imensidão

Brilho do meu olhar

Rima da canção

Muito a representar



Alma imoral de meu corpo antes acomodado

Minha transgressão

Faz meu corpo transcender

Para preservar a evolução





15 de julho de 2011

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

A forma da água ou La forma del Toro


Não importa a forma de seus bens
A forma que vale é o quanto faz o bem

Não importa a forma como se expressa
A forma de seu sentir é sua verdadeira expressão


A forma de sua silhueta não faz diferença
É especial pela forma como dança a cada movimento



Não é sua forma que torna você mais ou menos gente,
mas sim os contornos que fazem você ser humano

A forma como pensa é mais rica quando acompanhada da forma como age.
(Marcelo Abud)

Saiba mais sobre "A forma da água" nesta crítica do site Adorocinema.

sexta-feira, 22 de julho de 2016

As palavras brincam com José Paulo Paes

90 anos de José Paulo Paes. Ouça o podcast com os especialistas em Literatura e estudiosos da obra do poeta, Ésio Macedo Ribeiro e Marcos Pasche. No áudio, você curte ainda poemas musicados por Madan. Essa homenagem a José Paulo Paes está aqui: 
PALAVRAS EM FESTA
Que bom que o aniversário do poeta cai em julho,
antes que as aulas interrompam as férias.
Assim dá para os poemas brincarem com as palavras
e a poesia chega puxando letra por letra. Nenhuma fica de fora.
De Paes para filhos,
a brincadeira acontece a qualquer hora.

Os relógios acertam os ponteiros,
que apenas marcam um número depois do outro,
sem tempo pro tempo acabar.
Há tempos, o hoje é apenas “o ontem de amanhã ou o amanhã do ontem”.
Dos 9 aos 90 é hora de dar vida às palavras.
Na poesia, elas estão sempre novas e reinventadas.

Lá de cima de um “algodão que chove”,
José Paulo Paes chama o amigo Madan
que faz frases se equilibrarem nas cordas de seu violão.
Agora ri melhor quem ri primeiro.
Como o sapo que veio dar um sopapo na sopa,
que era de letrinhas;
Esse sapo era bom de papo e novas palavras criou para declarar:
Paes na terra e, de preferência, descalço, para com as palavras brincar.