sábado, 10 de março de 2018

De dia amantes


Como luz na escuridão

Dias nas minhas noites

A qualquer momento, meu sol de verão

De Madison, as pontes



Feito estrela na imensidão

Brilho do meu olhar

Rima da canção

Muito a representar



Alma imoral de meu corpo antes acomodado

Minha transgressão

Faz meu corpo transcender

Para preservar a evolução





15 de julho de 2011

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

A forma da água ou La forma del Toro


Não importa a forma de seus bens
A forma que vale é o quanto faz o bem

Não importa a forma como se expressa
A forma de seu sentir é sua verdadeira expressão


A forma de sua silhueta não faz diferença
É especial pela forma como dança a cada movimento



Não é sua forma que torna você mais ou menos gente,
mas sim os contornos que fazem você ser humano

A forma como pensa é mais rica quando acompanhada da forma como age.
(Marcelo Abud)

Saiba mais sobre "A forma da água" nesta crítica do site Adorocinema.

sexta-feira, 22 de julho de 2016

As palavras brincam com José Paulo Paes

90 anos de José Paulo Paes. Ouça o podcast com os especialistas em Literatura e estudiosos da obra do poeta, Ésio Macedo Ribeiro e Marcos Pasche. No áudio, você curte ainda poemas musicados por Madan. Essa homenagem a José Paulo Paes está aqui: 
PALAVRAS EM FESTA
Que bom que o aniversário do poeta cai em julho,
antes que as aulas interrompam as férias.
Assim dá para os poemas brincarem com as palavras
e a poesia chega puxando letra por letra. Nenhuma fica de fora.
De Paes para filhos,
a brincadeira acontece a qualquer hora.

Os relógios acertam os ponteiros,
que apenas marcam um número depois do outro,
sem tempo pro tempo acabar.
Há tempos, o hoje é apenas “o ontem de amanhã ou o amanhã do ontem”.
Dos 9 aos 90 é hora de dar vida às palavras.
Na poesia, elas estão sempre novas e reinventadas.

Lá de cima de um “algodão que chove”,
José Paulo Paes chama o amigo Madan
que faz frases se equilibrarem nas cordas de seu violão.
Agora ri melhor quem ri primeiro.
Como o sapo que veio dar um sopapo na sopa,
que era de letrinhas;
Esse sapo era bom de papo e novas palavras criou para declarar:
Paes na terra e, de preferência, descalço, para com as palavras brincar.